Durante milênios, reis, imperadores e nobres usaram a comida como símbolo máximo de poder. Esses banquetes não eram apenas refeições — eram espetáculos de riqueza, status e loucura culinária. Aqui estão alguns dos mais impressionantes (e absurdos) da história:
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1. Banquete de Cleópatra (Egito, 41 a.C.)
Para provar a Marco Antônio que podia gastar uma fortuna em uma única refeição, Cleópatra dissolveu uma pérola valiosíssima em vinagre e a bebeu.
Curiosidade: o valor dessa “bebida” equivaleria a milhões de dólares hoje.
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2. Festim de Lúculo (Roma Antiga)
O general Lúculo era famoso por preparar banquetes luxuosos até quando comia sozinho.
Pratos servidos: línguas de pavão, carne de flamingo, enguias temperadas e vinhos raros da Grécia.
Curiosidade: seu nome virou sinônimo de banquete luxuoso — “um banquete luculano”.
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3. Banquete de Nero (Roma, 60 d.C.)
O imperador romano organizava festas que duravam dias inteiros, com músicos, gladiadores e rios de vinho.
Destaque: pratos feitos com cervo, javali e até cervos recheados com aves menores — uma “matrioska” culinária.
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4. O Grande Banquete de Kublai Khan (Império Mongol)
Kublai Khan servia até 30 mil convidados com receitas de todas as partes do império.
Curiosidade: acreditava-se que alguns pratos eram “energizados” por xamãs, combinando carne e magia espiritual.
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5. Banquete do Rei Assurnasirpal II (Assíria, 879 a.C.)
O rei comemorou a inauguração de sua nova capital com um festim lendário.
Foram servidos: 1.000 bois, 10.000 peixes, 10.000 pombos e milhares de jarras de vinho e cerveja.
Duração: 10 dias de festa contínua para mais de 69 mil pessoas!
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6. Banquete do Rei Henrique VIII (Inglaterra, séc. XVI)
Os festins de Henrique eram puro exagero renascentista.
Destaque: cisnes assados, empadas de carne de veado e tortas douradas com folhas de ouro.
Curiosidade: os banquetes eram acompanhados por desfiles de músicos e encenações teatrais.
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7. Festim Imperial Chinês (Dinastia Qing)
O “Banquete dos Mil Pratos” era um evento imperial servido apenas em ocasiões especiais.
Composição: mais de 140 tipos de pratos, incluindo ninhos de andorinha e pepinos do mar.
Simbolismo: cada prato representava virtudes ou desejos de prosperidade.
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8. Banquete do Czar Alexandre I (Rússia, 1814)
Para celebrar a vitória sobre Napoleão, o czar organizou um banquete gigantesco em Paris.
Curiosidade: o cardápio tinha 120 pratos e 300 tipos de vinho — e a sobremesa foi servida sobre uma miniatura comestível do Kremlin feita de açúcar.
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9. Festas de Luís XIV (França, séc. XVII)
O Rei Sol transformou Versalhes em palco de festas de puro esplendor.
Cardápio: carnes exóticas, frutas tropicais (raríssimas na Europa) e sobremesas ornamentais de açúcar e ouro.
Curiosidade: o aroma da comida era tão importante quanto o sabor — perfumes eram usados na culinária.
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10. Banquete do Sultão Suleiman (Império Otomano)
Conhecido por sua opulência, o sultão recebia em mesas de ouro maciço.
Destaques: cordeiro com açafrão, arroz de rosas e sorvetes perfumados com almíscar.
Curiosidade: cada prato era servido seguindo rituais cerimoniais com dançarinos e músicos tradicionais.
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Sabia que…?
Muitos desses banquetes eram tão intensos que marcaram política, religião e até guerras. Comer bem era — literalmente — um ato de poder.
