Free Flow, o pedágio eletrônico chegou. 💸

Fala galera, o Free Flow chegou em definitivo na cidade de São Paulo, testado há meses em algumas localidades, agora avança a passos largos para ser implantado em larga escala e no último sábado, 06 de dezembro, iniciou a cobrança no trecho da Rodovia Dutra, que liga Guarulhos à São Paulo.

O que é e de onde veio

O sistema foi implementado pela primeira vez no mundo em 1997 na rodovia 407 ETR (Express Toll Route), no contorno de Toronto, Canadá. A cobrança era totalmente eletrônica e com tarifa variável baseada no nível de congestionamento. O sistema nhoje já é amplamente utilizado na Europa, Ásia, Austrália e Estados Unidos.

O free flow nasceu como resposta a duas coisas óbvias: praças de pedágio geram retenção, desgaste e emissões; e a tecnologia de leitura automática (tags + câmeras de placa) já existe e permite cobrar sem parar. No Brasil a ideia começou a sair do papel em projetos-piloto e trechos costeiros e metropolitanos, a lógica é simples: sensores em pórticos capturam a passagem, se houver tag a cobrança é automática; se não houver, a leitura da placa permite a cobrança posterior. Esse modelo já vinha sendo testado em rodovias como a Rio-Santos e alguns trechos da BR-116 e Tamoios antes de ganhar força nacional.

Como funciona na prática e como você vai pagar

Os pórticos registram data, hora, faixa e placa. Motoristas com TAGs tradicionais (Sem Parar, ConectCar e similares) têm o débito automático e em geral, desconto na tarifa; quem não tem tag recebe a cobrança pela placa e pode pagar por app, totens ou em pontos credenciados. Em muitos projetos a tarifa é proporcional ao percurso (você paga pelo trecho usado) e em alguns trechos há variação por horário/feriados (tarifa dinâmica) para tentar desincentivar uso nos picos. Para o usuário final isso significa: plascar a tag no para-brisa ou ter o app/conta vinculada torna tudo mais prático; placas sem vínculo passam a ser cobradas depois, via boleto ou apps.

Por que São Paulo acelerou (curto histórico)

São Paulo é um dos estados que mais vem expandindo o free flow: além de alguns trechos já em operação (p.ex. contornos e trechos locais), o estado planejou dezenas de novos pórticos free flow para modernizar rede e reduzir gargalos. A combinação de grandes fluxos urbanos e logística pesada torna o modelo atraente, a cobrança proporcional e a eliminação de praças físicas prometem maior fluidez e menos impacto ambiental.

Praticidade no dia a dia: “tag” e aplicativos colados no para-brisa

A experiência do motorista muda pouco na direção de conforto: bastam uma etiqueta eletrônica bem fixada no para-brisa (TAG) ou um cadastro de placa associado a um app/conta. Ter a TAG presa ao vidro continua sendo a maneira mais tranquila: passa, paga e segue, muitas vezes com descontos. Para quem preferir não ter tag, os apps das concessionárias já permitem visualizar passagens, pagar a tarifa e regularizar cobranças pela placa. A recomendação prática é conferir se sua tag está ativa e limpa (sem películas ou sujeira atrapalhando a leitura) e ao transitar por trechos com painéis informativos antes das entradas, observar os valores mostrados, hoje em dia esses painéis avisam o custo por destino para você decidir se entra na pista expressa ou segue pela marginal, onde não haverá cobrança.

Um recado prático e sem alarmismos

Se você roda pela Dutra ou vive na região metropolitana de SP: verifique seu cadastro com o provedor de TAG que usa, mantenha o adesivo no para-brisa em boas condições e baixe o app da concessionária se quiser pagar por placa ou consultar cobranças. É a mudança mais visível até agora para quem dirige: pedágios sem paradas, cobrança por trecho e no médio prazo menos filas e teoricamente, menos poluição por veículos parados. A concorrência entre aplicativos e operadoras também tende a facilitar opções de pagamento e promoções.

Conclusão

É claro que com o fluxo de produtos que passam pelos trechoa onde haverá cobrança, haverá repasse de valores, além de também impactar no bolso de quem transita diariamente para trabalhar ou estudar entre o eixo Guarulhos e São Paulo. Sem dizer que agora no final do ano, aumenta muito o fluxo de veículos nas estradas de São Paulo, afinal estamos falando de uma cidade com quase 10 milhões de veículos rodando.

E então, já estava sabendo dessa nova modalidade de pedágio já implantada? E o que achou disso? Coloca sua opinião nos comentários para que possamos juntos debater sobre assunto.

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Boa noite.
Agradeço a informação.
Bom descanso.

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